A nova campanha da Havaianas virou um campo minado nas redes. Um comercial que critica o “pé direito”… expressão comum no imaginário popular; foi interpretado por muita gente como recado político disfarçado. O resultado veio rápido: reação da direita, pedidos de boicote e a acusação de que uma marca popular resolveu “ensinar” como o brasileiro deve pensar. O barulho cresceu porque a peça saiu do marketing e entrou no terreno simbólico, onde qualquer gesto vira disputa.
O vídeo concentrou picos de engajamento negativo logo nas primeiras 24 horas, com comentários majoritariamente críticos e compartilhamentos impulsionados por perfis políticos. Em um país em que, segundo dados do IBGE, mais de 80% da população se declara cristã e associa rituais cotidianos à fé e à tradição, mexer com símbolos é pedir reação.
No meio do ruído, outro assunto correu em paralelo: o prestígio cultural de Fernanda Torres, celebrada por “A vida presta” e por um ano que a colocou no centro do debate artístico. A comparação surgiu naturalmente: enquanto artistas são aplaudidos por obras e trajetórias, marcas passam a ser cobradas quando parecem usar publicidade para sinalizar posições.
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