A presidente Dilma Rousseff (PT) teve seu mandato presidente cassado após sofrer impeachment pelos votos de 61 senadores à favor e 20 contrários aprovado nesta quarta-feira (31), ao alegarem cometimento de crime de responsabilidade fiscal.
Entre os contrários ao impeachment, os senadores Otto Alencar (PSD), Lídice da Matta (PSB) e Roberto Muniz (PP). Durante a votação não houve abstenção.
Na segunda votação no plenário após a apresentação e aprovação dos destaques que permitiu essas duas etapas de julgamento, 42 senadores mantiveram os direitos políticos de Dilma, contra 36 votos dos contrários e três abstenções. Para que Dilma ficasse inelegível por oito anos, era necessário que dois terços, ou seja, 54 senadores teriam que votar a favor da inabilitação.
Durante os seis dias de sessão, comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, aliados e oposição insistiram na tese de que o impeachment seria uma tentativa de “golpe” como uma afronta ou atentado a democracia, argumento que foi contestado pelos favoráveis a cassação. A presidente que esteve no plenário alegou ser vítima de uma trama para tomar o poder.
Com a definição do impeachment contra a agora ex-presidente Dilma, Michel Temer toma posse ainda hoje no plenário do Senado para assumir definitivamente o cargo de presidente do Brasil. Em seguida, ele viaja para a China, onde vai participar do encontro do G-20. De acordo com informações da TV Senado, Temer não fará discurso, apenas vai ler perante aos senadores o juramento após ser empossado como novo presidente e vai gravar um pronunciamento para ser exibido hoje à noite na TV em horário nobre.
O prazo é de 30 dias para Dilma deixar o Palácio da Alvorada e vai manter os mesmos benefícios concedidos a ex-presidentes, como o direito a utilizar funcionários públicos.
Foto: G1
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