A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) reuniu senadores que são a favor da presidente afastada Dilma Rousseff em seu apartamento funcional em Brasília no início da noite deste domingo (28) para os últimos preparativos e detalhes dos questionamentos que farão a ela na sessão desta segunda (29) no Senado, onde Dilma vai se defender do julgamento do impeachment em seu discurso por 30 minutos e responder perguntas da acusação e defesa.
Os senadores que são contra o impeachment contam com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ex-ministros no plenário, entre eles, Jorge Viana (PT-AC), Paulo Paim (PT-RS), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Regina Sousa (PT-PI) e Roberto Requião (PMDB-PR), além da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) que vai tentar convencer os contrários a Dilma a alternar as intervenções com os que defendem a presidente afastada durante o julgamento.
A senadora Lidice disse que tem esperança de reverter esses votos no Senado. “Será a extraordinária a presença de Dilma. Muitos acharam que ela não viria, mas ela demonstrará coragem até o último momento para enfrentar as dificuldades e a trama que se colocou contra ela”, disse a senadora à imprensa.
Em entrevista ao site G1, a senadora Vanessa disse: “Nós estamos conversando com os defensores do impeachment, para ver se muda pelo menos no início a ordem, levando em consideração a prática do Parlamento, de alternar quem fala contra e a favor. Nós temos um problema no início da lista, do 4º até o 13º, aproximadamente. O objetivo é equilibrar mais o jogo, porque se não é bom para nós, não é para eles também”.
A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), ex-ministra da Agricultura, será a primeira a fazer os questionamentos a Dilma. Depois, a maioria dos primeiros inscritos são senadores de oposição a presidente.
Outro defensor contundente da presidente, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que o discurso inicial de Dilma será de “grande impacto” e acredita que sua defesa terá força para mudar votos e livrá-la da condenação.
“Amanhã é o dia da virada, virada na sociedade com impacto no resultado também. Há chance sim, porque tem senadores que estão conversando com [Michel] Temer, mas com a Dilma também. O discurso de amanhã vai ter grande impacto na opinião pública”, afirmou Lindbergh também em entrevista ao G1.
Foto: Agência Brasil
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