O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força tarefa da operação Lava Jato veio a Salvador nesta quarta-feira, 19, para participar de um evento sobre corrupção na sede do Ministério Público Federal (MPF), localizado no bairro do Doron. Na entrada do órgão cerca de 20 manifestantes estavam com cartazes contra o auxílio-moradia para procuradores, juízes e promotores.
As críticas ao procurador apontam a incoerência dele na atuação em operações de combate à corrupção, porque possui um histórico de imoralidades, como o recebimento do benefício do auxílio-moradia, mesmo tendo casa própria, a compra de imóvel pelo programa “Minha Casa Minha Vida”, a acusação de fraude no concurso para o Ministério Público e a ausência do trabalho para dar palestras.
No evento, o procurador mostrou como funcionava o esquema de propinas das empreiteiras para eleger políticos, objeto de investigado pela operação Lava Jato. “Os que mais gastaram são os que mais se elegeram”, explicou mostrando gráficos. Ele defendeu que só a operação não irá transformar os índices de corrupção. “Temos que ir além da Lava Jato”, ao comparar a investigação a retirar uma maçã podre e não mudar as condições ambientais e permitir que ela nasça de novo. “Podemos até sair pior da Lava Jato”, disse ao reiterar a necessidade de mudanças do ambiente com a colaboração da sociedade.
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