Em reunião com o presidente da Câmara de Salvador, vereador Geraldo Júnior (MDB), micro e pequenos empresários entregaram um abaixo-assinado com 2.015 assinaturas solicitando o adiamento ou parcelamento dos tributos municipais. Participaram do encontro, na manhã desta segunda-feira (6), no Paço Municipal, a dentista Vastiane Evelise, o microempreendedor individual Manoel Argollo e o empresário da área de alimentação Raphael Santana.
No documento, os autores argumentam que a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus dificulta o pagamento imediato das taxas de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), do Imposto Sobre Serviço (ISS) e a Taxa de Fiscalização e Funcionamento (TFF). Conforme o presidente Geraldo Júnior, o abaixo-assinado clama ao Poder Executivo Municipal a adoção de medidas capazes de minorar a mais grave crise do século por que passa o meio empresarial baiano, responsável por 80% da mão de obra empregada em nossa capital.
O documento será entregue ao prefeito ACM Neto, que, conforme o presidente, tem sensibilidade para entender a questão. “Entregaremos esse justo pleito do setor produtivo e acreditamos que nos próximos dias será anunciado pelo Poder Executivo um pacote de medidas de incentivo e fomento à recuperação das médias, pequenas e microempresas, contendo incentivos fiscais e outros benefícios, para que, juntos, possamos criar um ambiente de recuperação dos empregos, de que tanto necessita o nosso povo”, acrescentou.
Sensibilização – “Compreendemos que só através da sensibilização do prefeito é que nós poderíamos obter sucesso nesse pleito de suspender, adiar ou parcelar os impostos. Então decidimos fazer o abaixo-assinado, para sensibilizar o prefeito a olhar com mais carinho para as dificuldades que os empresários estão passando e dar a oportunidade de pagar os impostos com carência e sem a cobrança de multas e juros, em condições mais favoráveis para a nossa categoria”, afirmou a dentista Vastiane Evelise.
O microempreendedor individual Manoel Argollo espera que ocorra a negociação com a Prefeitura e as atividades voltem dentro da normalidade, com paz, segurança e saúde para todas as pessoas. Conforme o empresário da área de alimentação Raphael Santana, o maior gargalo é a necessidade de reinvenção para continuar a atividade. “Muita gente teve que fechar porque não teve tempo para se reinventar e fazer uma nova estrada para o seu negócio”.
Ele frisou que a reabertura tem que ser responsável. “Brigamos para poder trabalhar e não ficar acovardado, esperando que as coisas aconteçam. Temos que trabalhar e continuar gerando empregos”, pontuou.
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