A greve dos professores virou palco de guerra entre PSOL e PCdoB em Salvador. De um lado, Denise Souza, esposa do deputado Hilton Coelho, quem tenta usar o movimento para fortalecer a candidatura do marido em 2026. Do outro, APLB Sindicato, historicamente ligada aos comunistas, acusa nos bastidores o grupo de Denise de tentar tomar o espaço da entidade.
Ambos os grupos disputam o protagonismo da greve, mas quem paga a conta são os alunos e os pais, que não aguentam mais ver o ano letivo afundar em Salvador por conta de politicagem barata.
Em Lauro de Freitas, a situação se repete com sindicalistas ligados a partidos de extrema esquerda radical. Os líderes sindicais querem manter regalias da era Moema Gramacho (PT) e não aceitam a nova postura da gestão atual. Mesmo com decisão judicial determinando o fim da paralisação, os dirigentes insistem na greve, incitando e até ameaçando colegas a aderirem.
Kleber Rosa, militante de extrema esquerda radical, foi confrontado por mães de alunos revoltadas: “Se os salários estão ajustados e a greve é ilegal, por que pararam? E nossos filhos?”.
Segundo dados do Inep, só em 2023 a Bahia teve 113 dias letivos suspensos por greves ou paralisações. Com a educação refém de projetos partidários, o futuro das crianças vai ficando para depois… e a paciência das famílias chegou ao limite.
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