Allan Santos PR
Neste mês, o Catar sediará a Copa do Mundo, com a presença de importantes seleções favoritas, como Brasil, Inglaterra, França e Espanha. No entanto, na relação comercial com o país asiático, o Brasil não é soberano, pois, apesar de ser um país relativamente novo, o Catar é um dos mais ricos da região, por causa da exploração de petróleo e gás natural, que corresponde a mais de 50% do PIB nacional, uma concentração bastante elevada.
Brasil e Catar têm relações diplomáticas formalizadas desde 1974. Inicialmente, a embaixada da Arábia Saudita respondia pelos assuntos catarianos, atribuição que depois passou para a representação diplomática dos Emirados Árabes, até que, em 2005, foi aberta a embaixada em Doha. Dois anos depois, o governo do Catar abriria uma embaixada em Brasília. Do ponto de vista comercial, o fluxo de importação e exportação entre Brasil e Catar não é tão grande, na comparação com o quadro geral, ainda que economicamente seja considerável. Em 2021, o Brasil exportou para o Catar mais de US$ 284 milhões, enquanto importou quase US$ 800 milhões.
“Isso significa que há um déficit na balança comercial de cerca de US$ 500 milhões. O Brasil enviou ao Catar, sobretudo, carne de aves e suas miudezas comestíveis (47% do total, e é esse mesmo o nome que aparece oficialmente nos relatórios do Ministério da Economia), motores e máquinas não elétricos (12%) e tubos e perfis ocos, acessórios para tubos, de ferro ou aço (11%). Quanto às importações, o maior volume de negócios pertence à categoria adubos ou fertilizantes químicos, que representa 88% do total, uma vez que o Brasil não tem autonomia na produção de fertilizantes e depende, portanto, da produção externa”, esclarece Rodrigo Fernando Gallo, professor de Política e Relações Internacionais do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).
Dados do Ministério da Economia indicam que o Catar ocupa a posição de número 44 no ranking das importações e de número 73 no ranking das exportações. Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro esteve no país, durante missão diplomática no Oriente Médio, com o intuito de tentar atrair mais investimento externo de países árabes para o Brasil e ampliar o comércio exterior. Em relação ao Catar, houve um acordo para que a Catar Airways intensificasse os voos semanais entre os dois países. Já havia voos diários entre São Paulo e Doha; após o acordo, haveria também uma operação com partida do Rio de Janeiro. Essa iniciativa poderia impactar o setor de turismo, principalmente porque Doha funciona como conexão para aeroportos de diversas regiões da Ásia.
“Sem dúvida, há espaço para ampliar as relações entre os países, principalmente porque o Brasil tem uma forte ligação, também cultural, com diversos países do Oriente Médio, em especial Israel e Líbano. Acredito que a Copa do Mundo será uma grande oportunidade para ampliar as relações, independentemente de quem será o campeão do torneio”, conclui o professor Gallo.
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