Lula Marques / Agência Brasil
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu nesta terça-feira (11), por 10 votos a 5, dar continuidade ao processo contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) por suposta quebra de decoro parlamentar. A representação foi apresentada pelo Partido Missão, que pede a cassação do mandato da parlamentar por causa de uma publicação feita no X após sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
A legenda questiona expressões usadas por Erika na postagem, entre elas “imbeCIS” e “podem latir”, e sustenta que o conteúdo teria ultrapassado os limites das prerrogativas parlamentares.
O parecer preliminar favorável à continuidade da investigação foi apresentado pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
Erika Hilton nega ter ofendido mulheres cisgênero e afirma que as declarações eram dirigidas a pessoas que, segundo ela, promoviam ataques transfóbicos e a opositores políticos. A deputada também classificou a representação como perseguição política e havia pedido o arquivamento do caso.
Com a decisão desta terça, ela terá dez dias úteis para apresentar defesa escrita, poderá produzir provas e indicar até oito testemunhas antes do parecer final do relator.
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