Getty Images
O futebol parou de novo para olhar, em silêncio, para Christian Dannemann Eriksen. Aos 34 anos, o meia da Dinamarca voltou a desabar em campo durante o amistoso contra a Ucrânia, neste domingo, em Odense, num lance que fez o mundo lembrar imediatamente da Eurocopa de 2021, quando ele sofreu uma parada cardíaca contra a Finlândia e precisou ser reanimado no gramado.
Desta vez, segundo a Federação Dinamarquesa, Christian Dannemann Eriksen ficou consciente, foi atendido rapidamente, deixou o campo rumo à ambulância e seguiu para exames, mas a imagem dele levando a mão ao peito antes de cair foi suficiente para gelar jogadores, comissão técnica, torcedores e qualquer pessoa que ama futebol.
A partida entre Dinamarca e Ucrânia acabou encerrada, com os dinamarqueses vencendo por 2 a 1, porque ali já não havia mais clima para bola rolando.
Christian Dannemann Eriksen joga com um desfibrilador implantável desde o drama de 2021, equipamento que, segundo relatos da imprensa internacional, teria funcionado no episódio deste domingo, mas o susto reacende uma discussão que vai além do placar: até onde o futebol moderno, cada vez mais intenso, espremido por calendários pesados e viagens sem descanso, consegue proteger seus próprios atletas?
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