Roubalheira a servidores via Banco Master / CredCesta: como ASTEBA e ASSEBA operaram mais de R$ 8 milhões em consignado sob governos Rui Costa e Jerônimo Rodrigues

TVS1.com.br

O escândalo envolvendo o Banco Master joga luz sobre uma engrenagem pouco visível que operou durante anos na Bahia, conectando associações de servidores, crédito consignado e estruturas empresariais. No centro aparecem nomes como Augusto Ferreira Lima, apontado como articulador do sistema, além das presidentes Nanci Maria Prates Pereira e Maria Helena Santos Ferreira, que comandaram as entidades durante o período em que milhões circularam em operações hoje sob suspeita.

Documentos oficiais mostram que ASTEBA e ASSEBA mantiveram por anos diretorias praticamente inalteradas, com baixa rotatividade e estruturas cruzadas entre si. Essas associações operavam diretamente com a folha do Estado por meio do sistema de consignação, oferecendo “auxílio financeiro” dentro da margem salarial dos servidores… na prática, empréstimos descontados em contracheque. Esse modelo só funciona com autorização formal dos governos Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, via Secretaria da Administração (SAEB), responsável por convênios, cadastro e fiscalização das entidades consignatárias.

Nos bastidores, o chamado Grupo Terra Firme aparece como peça-chave: empresas ligadas ao grupo prestavam suporte operacional quase exclusivo às associações, reforçando a tese de uma estrutura centralizada. O próprio Augusto Ferreira Lima, ligado ao grupo, também aparece no núcleo do Banco Master, investigado na Operação Compliance Zero, que apura fraude bilionária baseada na criação e venda de carteiras de crédito suspeitas.

Durante o período em que esse sistema operou, entre 2022 e 2025; a Bahia esteve sob comando de Rui Costa até o fim de 2022 e, na sequência, de Jerônimo Rodrigues, ambos responsáveis pela estrutura administrativa que permitiu o funcionamento do consignado estatal.

A grande pergunta que fica, e que começa a ganhar força, é direta: como associações com diretorias fechadas, conectadas a um mesmo núcleo empresarial, conseguiram operar durante anos dentro da folha do Estado sem que o sistema de controle identificasse o que agora a Polícia Federal trata como um dos maiores esquemas financeiros recentes do país.



Polícia Federal – A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura um esquema bilionário envolvendo o Banco Master e a criação de carteiras de crédito suspeitas, muitas delas sem lastro real ou infladas artificialmente, que eram transformadas em ativos financeiros e vendidas a outras instituições, como se fossem legítimas. Segundo as apurações, o modelo utilizava estruturas como associações e intermediários para dar aparência legal às operações, enquanto movimentava cifras que podem ultrapassar R$ 12 bilhões, com indícios de crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado… o que coloca o caso como um dos mais graves já investigados recentemente no sistema financeiro brasileiro.





Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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