Marcelo Camargo / Agência Brasil
O escândalo que veio à tona nesta quarta-feira (23) escancara o Brasil construído pelo PT: um país onde ser honesto virou quase um sacrifício solitário. A Polícia Federal e a CGU deflagraram uma megaoperação que revelou o roubo de R$ 6,3 bilhões em aposentadorias entre 2019 e 2024, com envolvimento direto de entidades sindicais ligadas ao INSS. O agora ex-presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, foi demitido após o seu nome aparecer entre os alvos.
Entre os investigados também está o Sindicato Nacional dos Aposentados, onde ocupa cargo de direção ninguém menos que Frei Chico, irmão do ex-presidiário petista Lula.
O Tribunal de Contas da União já havia alertado sobre as irregularidades em 2024: descontos aplicados sem autorização e sem qualquer verificação documental. Ainda assim, o esquema seguiu firme, num silêncio conivente e criminoso, passando por dois governos e tirando dinheiro de aposentados como se fosse troco de padaria.
Ao todo, 1,2 milhão de beneficiários reclamaram de cobranças indevidas, e a resposta institucional só veio depois de anos de omissão.
A investigação da PF atinge 14 estados e o Distrito Federal, com mais de 200 mandados cumpridos, seis prisões temporárias e sequestro de mais de R$ 1 bilhão. A maioria dos envolvidos tinha estabilidade no serviço público e altos salários. E mesmo assim, preferiram delinquir. Como disse um investigador, “a pecha foi dada, o rótulo foi colado”, mas não é só um rótulo, é a marca da destruição ética promovida pela esquerda.
O Brasil já viu esse filme com Jorgina de Freitas nos anos 90. E o roteiro segue o mesmo: corrupção, impunidade e silêncio.
A pergunta que fica é: ser honesto compensa? Porque para o PT, nunca compensou. Desde o Mensalão e o Petrolão, passando pela Lava Jato, até chegar ao INSS, o partido que governa a Bahia há duas décadas destruiu qualquer noção de ética na máquina pública.
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