Ricardo Stuckert / PR
A escola que decidiu transformar o desfile em palanque para Luiz Inácio Lula da Silva acabou pagando caro na avenida. A agremiação terminou na última colocação do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro e foi rebaixada, enquanto a Unidos do Viradouro levou o título de 2026.
A repercussão foi imediata nas redes: bolsonaristas comemoraram o resultado e parlamentares das frentes evangélica e católica criticaram o que chamaram de “uso político da cultura popular”. Para muita gente, ficou a sensação de que a aposta foi um “tiro no pé”.
Um levantamento citado por portais nacionais apontou que, após o desfile, cerca de 70% das menções a Lula nas redes foram negativas, indicando desgaste digital relevante. O estudo analisou milhares de interações públicas nas principais plataformas durante os dias de apuração.
Além disso, lideranças religiosas afirmaram que a homenagem aprofundou a distância entre o presidente e segmentos conservadores, justamente em um momento em que pesquisas mostram resistência elevada em parte do eleitorado evangélico.
O resultado na Sapucaí acabou sendo lido como reflexo desse clima.
Enquanto a campeã celebrou notas altas em quesitos técnicos como harmonia e evolução, a escola rebaixada viu sua narrativa política dominar o debate mais do que o samba-enredo em si. Nas redes, a frase “desfile pró-Lula vira desastre” ganhou força e impulsionou o assunto para os mais comentados do país.
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