Estudantes da rede municipal participam de debate sobre ancestralidade no Novembro Negro

Tiago Pacheco

A Prefeitura de Lauro de Freitas segue promovendo ações do Novembro Negro, período dedicado à reflexão sobre o racismo estrutural, a desigualdade racial e à celebração da diversidade e da cultura afro-brasileira. Por meio da Secretaria Municipal da Mulher, Políticas Afirmativas, Direitos Humanos e Promoção da Igualdade Racial (SEMPADHIR), a programação chegou à Escola Municipal Dr. Paulo Malaquias de Mello, no bairro de Portão, nesta quinta-feira (27/11).

A atividade lúdica contou com a exibição do filme “Maalum”, dirigido por Luísa Copetti, que narra a história de uma menina negra brasileira que enfrenta os desafios impostos pelo racismo estrutural. Logo após a sessão, os estudantes participaram de um bate-papo com o superintendente de Igualdade Racial da SEMPADHIR, Vitor Valmor.

“A participação dos estudantes é fundamental. Percebemos que eles já possuem novas consciências sobre esses temas e estão em constante evolução. Nestes 11 meses, estabelecemos diálogos importantes nas escolas da Rede Pública Municipal, onde os alunos apresentam outro olhar sobre a questão racial e o empoderamento. As crianças se sentem à vontade com seus cabelos, com sua ancestralidade, e isso é um movimento muito significativo. É o olhar de quem se impõe e sabe seu valor”, destacou Valmor.

A coordenadora pedagógica da unidade, Dulcemar Amorim, reforçou a relevância desses momentos para o desenvolvimento da consciência dos estudantes. “Queremos que eles se reconheçam como indivíduos capazes de construir um futuro promissor e projetem esse olhar de forma positiva. Eles podem ser o que quiserem”, afirmou.



Para Breno Cerqueira, de 12 anos, aluno do 5º ano, a atividade foi um aprendizado marcante. “Entendi várias coisas através da história. Maalum é uma menina negra e forte, que não tem vergonha de suas origens, mesmo sofrendo bullying na escola. Foi importante aprender que ninguém pode tratar a gente mal por racismo”, relatou.

A ação intersetorial que integra as ações do Novembro Negro nas escolas do município é um convite ao fortalecimento de políticas públicas que garantam a centralidade das populações negras na produção do conhecimento, no cotidiano escolar e na construção de uma sociedade antirracista.





Clara

Estudante de Letras, Clara Paixão auxiliou diversos autores conservadores em Recife e Carpina (PE). Amante da Liberdade, Clara entende que são preceitos básicos: direito irrestrito ao projeto de vida do próximo, direito à propriedade privada e livre mercado.

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