Foto: Reprodução/Mídia Ninja
A Telebras confirmou ao Tribunal de Contas da União (TCU) ter realizado uma “pedalada fiscal” de R$ 77 milhões, empurrando despesas de 2023 para o Orçamento de 2024. Esse tipo de manobra, conhecido como Despesas de Exercícios Anteriores (DEA), é permitido apenas em situações excepcionais, mas seu uso pode distorcer o planejamento orçamentário.
Com o adiamento das dívidas para o ano seguinte, a Telebras projeta um déficit de R$ 184 milhões para 2025, mais que o dobro do valor atual.
Durante o ano, a estatal fez sete solicitações de aumento orçamentário aos Ministérios das Comunicações e do Planejamento e ao Senado, mas não obteve respostas suficientes para cobrir todas as despesas.
Em setembro, o governo liberou R$ 80 milhões, montante que a Telebras considera insuficiente para cobrir os custos. Agora, a estimativa é que a empresa precise de R$ 264 milhões para quitar as dívidas acumuladas até 2025, incluindo R$ 184 milhões em DEA, que podem afetar o orçamento futuro.
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