Dois aspectos chamam atenção neste excesso de festas juninas e artistas “overpaid” no São João da Capital: dinheiro do Governo para cachê de artistas, dia extra de festa, patrocínio em outdoors e meios de comunicação e segurança pública.
Não é preciso muito esforço para lembrar as críticas petistas no Carnaval de Salvador com chavões contra o prefeito de Capital por ter investido verba de empresas patrocinadoras da folia em cachê para artistas baianos e “estrangeiros” se apresentarem “sem cordas” para o folião pipoca. O carnaval em Salvador teve um orçamento de R$ 50 milhões em gastos neste ano, com mais da metade a partir de financiamento privado. De acordo com a prefeitura, foram R$ 35 milhões de investimentos captados com patrocinadores: uma cervejaria, uma empresa de água de coco, uma companhia aérea e um banco.
Neste São João, o dinheiro para bancar os shows de artistas em Paripe e Centro Histórico saiu do bolso do contribuinte. O Estado não teve a capacidade de realizar captação de recursos para o evento nem na capital nem no interior do Estado.
“Acho que na crise nós deveríamos estar encurtando e não aumentando despesas”, criticou o governador dias antes do Carnaval em entrevista ao A Tarde.
Um dos principais entraves entre o Governo e a Prefeitura no Carnaval deste ano foi o dia extra de folia realizado no Farol da Barra com a Timbalada e Leo Santanna. Na época Rui Costa apontou não ter verba suficiente para bancar mais um dia de operações da Polícia Militar e recorreu ao patrocinador máster do evento via Prefeitura, para sustentar o “prejuízo”.
Em matéria no site Varela Notícias, o governador admitiu que “outras cidades do interior também estenderam o carnaval e o estado não tem efetivo de policiais suficiente para a demanda”. Rui afirmou que o ideal seria 42 dois mil policiais, mas só há 33 mil no estado”. Ele reclamou ainda do prefeito ACM Neto ter anunciado mais dias de carnaval, e em mais bairros, sem antes ter combinado com todos os poderes. O governador lembrou ainda que não pode esvaziar a cidade porque este ou aquele prefeito decidiu aumentar a festa, uma vez que é preciso ainda cuidar da festa da saúde, da educação, das estradas.
Sem organização e logística à altura, a Bahiatursa teve que “investir” em mais um dia de festa em Paripe por conta da falha na contratação de Luan Santana. Este dia extra parece não ter sido problemas para a administração Rui Costa. Sendo São João uma festa típica do interior, quantos policiais militares foram deslocados para cada região?
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