Política

Feiras e mercados municipais registram grande movimento de clientes à procura de produtos juninos

Betto Jr SECOM Salvador

Com a proximidade do feriadão que contempla os feriados de Corpus Christi (19) e São João (24), o movimento nas 20 feiras e 14 mercados municipais em busca dos produtos juninos tem sido intenso. Para melhor atender ao público, principalmente aqueles que só conseguem adquirir os produtos típicos na última hora, a Prefeitura montou um esquema de horário especial que vai até o dia 24.

Na lista dos itens mais procurados estão o milho, aipim, amendoim, laranja, carimã e coco seco, iguarias que in natura ou como ingrediente de uma boa receita, não podem faltar no banquete do São João. No Nacs Itapuã, por exemplo, o movimento de clientes foi grande nesta terça-feira (17). Quem esteve no local, encontrou seis espigas de milho a R$10 e o litro do amendoim variando entre R$20 e R$30. Os preços, afirmam os feirantes, sempre podem ser negociados, a depender da pechincha do cliente.

Moradora de Piatã, a aposentada Eldenir Machado, 79 anos, fez questão de garantir os ingredientes dos bolos que prepara para receber a família durante o período junino. “Estou levando tudo que faltava: laranja, coco já ralado e o amendoim. Mas como é pertinho de casa, se faltar algo, volto aqui porque sei que acho bons produtos e com preços justos”, revelou a cliente.

De acordo com a Coordenadoria de Feiras e Mercados da Secretaria Municipal de Ordem Pública (CFM/Semop), da quinta-feira (19), feriado de Corpus Christi, até o próximo dia 23, os espaços funcionarão até as 18h, com exceção do Mercado de Periperi, que fecha às 19h. Na terça-feira (24), dia do São João, o horário da maioria dos mercados será das 7h às 13h, e nas feiras, das 6h às 13h.

Procura – O secretário da Semop, Decio Martins, destacou que as feiras e mercados populares sempre registram crescimento no período que antecede às festas. “São João é sempre um ótimo momento para os comerciantes. Nesse clima junino, fica a sugestão de compra dos produtos típicos com qualidade, preço justo e tradição em uma de nossas feiras ou mercados, que estão prontos para receber a população, com tudo o que essa época pede: milho, amendoim, laranja, licor, bolos e muito mais”, comentou o gestor.

Cuidadosa com a mercadoria, Jeane de Araújo, 65 anos, ou simplesmente Dona Pretinha, forma carinhosa como é conhecida na feira, descascava o milho, enquanto conversava com a equipe de reportagem. Segundo ela, as espigas são separadas e vendidas, de acordo com a iguaria que o cliente deseja preparar. “Tem o milho para canjica e o milho para cozinhar”, explicou a vendedora. Além do alimento, a bancada farta oferece coco seco, carimã, laranja de umbigo e amendoim. “Com certeza, hoje e amanhã o movimento será grande, porque depois o pessoal viaja para o interior”, pontuou.

A diversidade da barraca de Joselene Trindade, ou apenas Dona Lene, é um verdadeiro convite a quem chega no Nacs Itapuã. Entre os produtos expostos, as frutas frescas como tangerina e laranja colorem a bancada. No entanto, o “carro-chefe” das vendas tem sido o licor, que custa R$30 o litro. “O licor não pode faltar. O pessoal tem vindo buscar”, comemora a vendedora.



Tradição – O secretário da Semop destacou que os espaços também fomentam a cultura regional, a partir das histórias de vida de cada feirante que atua nas feiras e mercados. “Convido cada soteropolitano e soteropolitana a viver essa tradição com a gente, comprando nos nossos mercados, ajudando a movimentar a economia local e mantendo viva a essência do São João na nossa cidade”, convocou Martins.

Além dos comes e bebes juninos, o mercado popular também possui boxes que vendem caipiras, chapéus, blusas xadrez e artigos decorativos do São João. Com vestuário para todas as idades, a comerciante Maria França garante que muita gente aproveita a ida à feira e já leva a roupa junina. “Estou feliz da vida. A procura está grande, muito boa mesmo”, revelou. As camisas masculinas custam a partir de R$35; já os vestidos e caipiras têm preços a partir de R$60.

Fiscalização – No dia do feriado junino, não abrem o Mercado Popular (Água de Meninos), Mercado das Flores, Mercado Modelo, Feira do Curtume e Mercado da Liberdade. Neste período de maior movimentação, a fiscalização feita pela Semop busca o ordenamento do entorno dos espaços – a intenção é garantir a segurança dos consumidores, para que todos possam se locomover com segurança e sem transtornos.





Clara

Estudante de Letras, Clara Paixão auxiliou diversos autores conservadores em Recife e Carpina (PE). Amante da Liberdade, Clara entende que são preceitos básicos: direito irrestrito ao projeto de vida do próximo, direito à propriedade privada e livre mercado.

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