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Depois de se sair pelas portas do fundo pelo grupo liderado por Bruno Reis e ACM Neto, o PDT decidiu pular de mala e cuia no colo do pior governador da história da Bahia. A revoada liderada por Félix Mendonça Jr aconteceu no exato momento em que um escândalo nacional estoura dentro do próprio partido, com denúncias de roubo a aposentados envolvendo o pedetista Carlos Luppi, amigo pessoal de Félix.
Sem prestígio na Prefeitura de Salvador, o PDT tenta se agarrar ao que resta de poder, mesmo sabendo do fim trágico de quem troca de lado: Kannário, Lucio Vieira Lima, Joceval Rodrigues e Geraldo Júnior foram só mais alguns que perderam o pouco de capital político que já tiveram um dia.
Com cara de pires na mão, Félix foi até o secretário Adolpho Loyola pedir “melhorias concretas” para as cidades onde o partido ainda tem algum respiro. Foram junto o prefeito de Euclides da Cunha, Heldinho Macedo, e o ex, Luciano Pinheiro, que garantiu: “A melhor decisão foi ter ingressado na base do governo”. Hoje, o PDT governa apenas oito municípios na Bahia. E para evitar um apagão eleitoral, o recado foi claro: “Temos trabalhado com seriedade, buscando junto ao governo estadual melhorias concretas”, disse Heldinho.
Mas a conta vai chegar, como chegou para todos que tentaram passar seus mandatos para o projeto petista de poder que está destruindo a Bahia há 20 anos.
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