Política

Festa de Iemanjá: Salvador se prepara para celebrar 103 anos de festejos à Rainha do Mar

Valter Pontes SECOM Salvador

Salvador já se prepara para mais um ano da Festa de Iemanjá, que em 2025 ocorrerá num domingo. A tradicional entrega de presentes e homenagens à Rainha do Mar, no bairro do Rio Vermelho, todo dia 2 de fevereiro, é consolidada como a maior celebração religiosa da cultura afro-brasileira na Bahia e reconhecida como patrimônio imaterial da capital baiana pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) desde 2020.

Em 2025, a festa completa 103 anos e traz como tema “Renascer com as Águas de Yemanjá”. A Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), está cuidando da organização da festa, juntamente com a Colônia de Pesca Z1, no Rio Vermelho.

A programação começa no sábado (1º), à meia-noite, com a entrega do presente de Oxum no Dique do Tororó. O presente sairá do Terreiro Olufanjá – Ilê Axé Iyá Olufandê, no bairro do Beiru, às 23h20.

Já no dia 2, ponto alto dos festejos, o presente principal de Iemanjá sairá às 4h30 também do Terreiro Olufanjá – Ilê Axê Iyà Olufandê e tem previsão de chegada às 5h na Colônia de Pesca Z1, momento em que haverá uma alvorada de fogos. O presente principal permanecerá no caramanchão até as 16h, local onde as pessoas também entregam os seus presentes para a organização em grandes balaios e posterior entrega no mar.

“É muito importante para nós, pescadores. Uma festa muito bonita, lindíssima e que preserva uma singularidade, pois ela é incomparável a qualquer outra festa baiana. Antes de ser pescador, eu já participava, desde os 12 anos de idade. Como pescador, eu já participo há 37 anos”, conta Nilo Garrido, 59, presidente da Colônia de Pesca Z1.

Após as 16h, o presente principal será conduzido pelos pescadores para a embarcação e seguirá por mar até o Buraco de Iaiá, buraco em formato de concha situado a 3 milhas náuticas da terra. Das 6h do dia 1º até as 16h do dia 2 de fevereiro, pescadores e colaboradores irão organizar as filas de adeptos e frequentadores para entrada na Casa de Iemanjá e passagem pelo Barracão.



Tradição – Ao longo de todo o dia 2, centenas de pessoas depositam presentes, a exemplo de flores e perfumes, diretamente no mar e também em balaios do barracão, no bairro do Rio Vermelho, em reverência à Rainha do Mar. A tradição partiu de pescadores da capital baiana, em 1923, que resolveram oferecer presentes para a divindade das águas na expectativa de que ela pudesse resolver o problema da escassez de peixes.



Clara

Estudante de Letras, Clara Paixão auxiliou diversos autores conservadores em Recife e Carpina (PE). Amante da Liberdade, Clara entende que são preceitos básicos: direito irrestrito ao projeto de vida do próximo, direito à propriedade privada e livre mercado.

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