Fernando Frazão / Agência Brasil
A disputa presidencial entrou em uma fase decisiva. Flávio Bolsonaro (PL) começou acelerar o ritmo da campanha contra o presidente Lula (PT). Neste fim de semana, o senador fez um apelo aos apoiadores para conquistar novos eleitores e voltou a afirmar que, caso seja eleito, receberá a faixa presidencial das mãos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante encontro com mulheres no Rio de Janeiro, no sábado (10), Flávio declarou: “Faltam 15 dias. Me ajuda, vamos arrumar mais um votinho”.
O candidato também criticou a atual gestão federal e apresentou a participação feminina como uma das prioridades de seu eventual governo.
A ofensiva não ficou restrita aos discursos. Neste domingo (11), a equipe jurídica de Flávio apresentou uma notícia-crime à Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A campanha acusa o chefe da corporação de possível utilização da estrutura da PF em benefício político durante o primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
A representação questiona uma entrevista coletiva em que Rodrigues mencionou uma apuração sobre suposta interferência estrangeira nas eleições. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a apuração preliminar foi posteriormente arquivada por falta de indícios mínimos de crime.
As acusações da campanha ainda dependem de análise e não representam comprovação de irregularidade.
Flávio também mandou um recado direto a quem estaria negociando espaços em um governo que sequer foi eleito.
“Qualquer pessoa que esteja usando o meu nome e prometendo cargos ou ministérios é um picareta! Não acredite!”
A declaração ocorreu após Eduardo Bolsonaro afirmar, em entrevista ao SBT News, que eventuais indicações ministeriais passariam pelo aval do ex-presidente Jair Bolsonaro e seriam discutidas somente depois do segundo turno. Flávio reforçou ainda a necessidade de conquistar os indecisos e procurar eleitores que não compareceram às urnas na primeira votação.
Enquanto isso, outra batalha movimenta os bastidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o funcionamento do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, ligado ao deputado André Janones, após uma decisão anterior do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinar sua suspensão.
A campanha de Flávio acusa a estrutura digital de disseminar informações falsas em massa. O corregedor encaminhou a controvérsia para análise urgente do plenário, deixando em aberto o desfecho da disputa judicial.
Em outra frente, a defesa de Jair Bolsonaro comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que as visitas de Flávio ao pai poderão ser retomadas após o encerramento da suspensão de 90 dias, ocorrido neste domingo (11). Os novos encontros deverão respeitar as medidas cautelares em vigor. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, Flávio intensifica sua agenda política, enfrenta disputas judiciais e aposta na mobilização de eleitores para superar Lula nas urnas.
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