Ricardo Stuckert / Divulgação
A frase pegou fogo em Brasília e já virou combustível para a guerra política de 2026. Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas e, ao rebater Flávio Bolsonaro, ironizou dizendo que, se é para combater o crime organizado, os americanos deveriam “entregar os nossos que estão lá”.
A fala caiu como uma bomba porque veio justamente depois de Washington anunciar que PCC e CV passarão a ser tratados como ameaça terrorista a partir de 5 de junho, com possibilidade de congelamento de ativos, bloqueio financeiro e punições mais duras contra quem der apoio material às facções.
Flávio Bolsonaro aproveitou a reação de Luiz Inácio Lula da Silva para bater pesado e acusar o presidente de defender a “soberania do PCC e do CV”, enquanto o governo brasileiro tenta enquadrar a medida como risco de interferência estrangeira.
O ponto que aumenta a pressão é que Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, afirmou que as facções brasileiras já tiveram atuação identificada em 12 estados americanos, o que tira o debate do campo ideológico e joga a discussão no terreno da segurança pública internacional.
Para o Brasil, e especialmente para estados como a Bahia, sufocados pela violência e pelo avanço do crime organizado, a pergunta que fica é direta: soberania nacional pode virar escudo político quando a população quer mesmo é proteção, autoridade e resultado?
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