Leonardo Prado / Câmara dos Deputados
A apreensão de R$ 430 mil em dinheiro vivo pela Polícia Federal colocou o deputado Sóstenes Cavalcante no centro de mais uma crise política em Brasília. O parlamentar afirmou que o valor é fruto da “venda de um imóvel, com contrato limpo”, versão apresentada após a PF encontrar o montante durante operação. O caso ganhou novo capítulo quando o ministro Flávio Dino determinou a quebra do sigilo bancário de Sóstenes e do deputado Carlos Jordy, decisão que ampliou a pressão por explicações detalhadas sobre a origem e a circulação do dinheiro.
Segundo dados oficiais da PF, apreensões em espécie acima de R$ 100 mil costumam acionar alertas automáticos por possível lavagem ou ocultação de recursos, o que reforçou o interesse dos investigadores.
A ordem de Dino mira justamente esclarecer se há compatibilidade entre renda declarada, movimentações financeiras e o dinheiro encontrado.
De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), operações em espécie continuam sendo um dos principais indicadores usados para rastrear irregularidades, já que reduzem a transparência do fluxo financeiro.
A investigação segue em curso, enquanto os parlamentares afirmam que vão “provar a legalidade” dos recursos.
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