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Fogos de artifício e pets: como proteger cães e gatos do estresse e dos riscos durante as festas

Marcello Casal / Agência Brasil

As comemorações de fim de ano costumam repetir um cenário conhecido pelos tutores. Nesse período, o aumento no uso de fogos de artifício gera desconforto em muitos pets. O barulho dos rojões é uma das principais causas de estresse intenso em cães e gatos, podendo provocar desde crises de ansiedade até acidentes graves.

Lorena Sampaio, médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Salvador (UNIFACS), destaca que cães, gatos e até animais silvestres possuem sensibilidade auditiva superior à dos humanos, o que amplifica o impacto do barulho. “O som dos fogos é um estímulo súbito e muito alto, que aciona de forma imediata o sistema de alerta dos animais. Essa ativação brusca interfere diretamente no comportamento e pode gerar uma série de riscos físicos e emocionais.”

As explosões e estouros dos fogos podem causar ansiedade, medo e a chamada resposta de luta ou fuga, uma reação desencadeada pela liberação de hormônios que preparam o organismo para lidar ou tentar escapar de uma ameaça. Entre os possíveis sinais de desconforto, fobia ou desespero dos bichinhos, a especialista destaca tremores, salivação excessiva, aumento da frequência cardíaca, dificuldades respiratórias, tentativas de fuga e até automutilação. “São manifestações claras de pânico. Muitos animais desenvolvem fobias sonoras ao longo dos anos, o que pode prejudicar permanentemente seu bem-estar”, afirma.



Como agir – Diante de um episódio agudo, a recomendação é criar um ambiente seguro e acolhedor. Lorena Sampaio recomenda que o tutor leve o animal para um local tranquilo, feche portas e janelas para reduzir o barulho e permita que ele escolha onde se esconder. Ela também recomenda que o tutor mantenha a calma, evite reforçar o pânico e utilize recursos que ajudam na sensação de segurança, como coletes calmantes (Thundershirt).

A médica veterinária chama atenção também aos cuidados para evitar fugas, como manter as portas, portões e janelas fechadas e não deixar o animal sozinho. “Deixar o animal desacompanhado pode agravar o pânico. Durante eventos prolongados, é importante que ele esteja com alguém de confiança”, afirma.





Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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