Agência Senado
O cenário político em Brasília, especificamente em relação ao futuro da Procuradoria-Geral da República, tem sido palco de reviravoltas interessantes. O atual PGR, Augusto Aras, parecia estar prestes a fazer as malas e deixar o cargo. Mas, como diz o ditado, “o jogo só acaba quando termina”, e eis que Jaques Wagner, líder do governo no Senado e figura notória do PT, deu uma guinada no roteiro.
O senador petista, que recentemente ficou insatisfeito ao ver seu candidato favorito, Carlos Adamek, não ser escolhido para o STJ pelo presidente, resolveu voltar seus olhos e esforços novamente para Aras. Segundo fontes, a jogada é estratégica. O colunista Guilherme Amado, do site “Metrópoles”, deu a letra: parece que na última semana, em uma reunião com figurões como o ex-presidente Lula e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o assunto Aras foi o prato principal.
O cenário descrito é de um Lula cauteloso, optando por Paulo Gonet, o atual vice-procurador geral eleitoral. Mas qual a razão? Bem, dizer que a permanência de Aras poderia causar “problemas de governabilidade” é uma forma polida de indicar certa desconfiança.
Por enquanto, tudo está no campo das especulações e estratégias.
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