Reprodução Instagram
A mineira Laysa Peixoto virou sensação nas redes sociais após declarar que foi “selecionada para se tornar astronauta de carreira” e que fará parte de um voo espacial em 2029. Mas a realidade é bem diferente. A Nasa negou qualquer vínculo com a jovem, que não consta entre os 10 candidatos oficiais da agência. A Titans Space, empresa citada por ela, sequer tem autorização da FAA para voos espaciais e nem aparece com registros formais como operadora.
Laysa também alegava fazer mestrado na Universidade Columbia, que informou não ter nenhuma matrícula em seu nome. E a UFMG confirmou que ela foi desligada do curso de física após não renovar matrícula em 2023.
No currículo divulgado pela assessoria de Laysa, ela participou apenas de um curso educacional no U.S. Space & Rocket Center, um museu espacial que oferece treinamentos pagos para estudantes, sem qualquer chancela oficial da Nasa. A empresa Titans Space afirma que ela foi aceita como candidata a astronauta, mas não revela se a brasileira pagou para isso.
A confusão aumentou quando imagens divulgadas por ela com a logo da Nasa mostraram sinais de edição. Após a série de contradições, Laysa desativou seu perfil no LinkedIn. “Fui selecionada para me tornar astronauta de carreira”, chegou a escrever. O problema é que nada disso está confirmado por fontes oficiais.
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