Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
A nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã já pressiona o mercado internacional de petróleo e acende um alerta muito além do Oriente Médio. Com ataques retomados, bloqueio naval norte-americano e queda na circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, o barril do Brent permaneceu nesta quinta-feira, 16 de julho, perto de US$ 85, uma das maiores cotações do último mês.
Antes da guerra, aproximadamente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito negociados no mundo passava pela região, considerada uma das rotas energéticas mais importantes do planeta.
Para o brasileiro, o primeiro risco aparece nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, embora qualquer reajuste não seja automático. A Petrobras define apenas uma parte do valor final dos combustíveis, que também inclui biocombustíveis, impostos, custos de distribuição e margens dos postos.
Caso o petróleo continue subindo e o dólar também seja pressionado, o efeito pode chegar ao transporte de cargas, às passagens aéreas, aos alimentos e à inflação, já que boa parte da produção nacional depende do diesel para sair das fábricas e do campo até os supermercados.
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