Crédito: Mathias Jaimes/TV Servidor
O vereador Hélio Ferreira (PCdoB) fez críticas às reformas da Previdência, Trabalhista e ao projeto de Terceirização enviados ao Congresso Nacional pelo governo do presidente Michel Temer. Para o parlamentar, as mudanças propostas violam direitos dos trabalhadores.
Em relação a reforma da Previdência e Trabalhista, o vereador manifesta-se contra as duas propostas porque considera que acaba com a aposentadoria para a maioria dos trabalhadores, principalmente, o trabalhador do transporte, e a reforma Trabalhista, na visão dele, acaba com os direitos dos trabalhadores que foram conquistados há mais de 70 anos.
“As reformas rasgam a CLT. É um momento de reação dos trabalhadores. É um momento de participação de todos os trabalhadores estarem inseridos nos movimentos e nos protestos. É importante a participação da classe operária neste momento para reagir e dizer não a essas reformas que estão acabando e vão acabar com a vida dos trabalhadores”, critica Ferreira.
Ao comentar sobre a greve-geral que ocorreu na última sexta-feira (28), o vereador, que é também presidente do Sindicato dos Rodoviários, disse que a categoria paralisou as atividades por uma decisão nacional.
“Todos os trabalhadores de transporte pararam, não apenas rodoviários, mas também aeroviários, caminhoneiros, todos os segmentos de transporte para a greve-geral. É importante todas as outras categorias fazerem greve contra essas reformas, porque essas reformas vão atingir todos com a perda de direitos dos trabalhadores. É um momento de unidade da classe operária e de todos os segmentos dos trabalhadores, a participação dos trabalhadores nos movimentos sociais, nas greves, nas ruas, protestando para poder combater essas reformas maléficas que estão vindo para a classe operária”, disse.
O comunista aproveitou para criticar o projeto de terceirização aprovado na Câmara dos Deputados. Para ele, os trabalhadores passam não ter mais direitos.
“Os trabalhadores não tem mais nem emprego, porque acaba o período de nove meses que serão repostos por novos trabalhadores. O trabalhador vai entrar em uma empresa sabendo que ele só vai trabalhar nove meses, porque com esse exército de desempregados, ele vai ser reposto depois de nove meses, porque as empresas querem repor para não pagar os direitos e ai vai repondo pela questão econômica e nunca vai efetivar esse trabalhador. Isso é o fim do mundo para os trabalhadores, é o fim do décimo terceiro, é o fim das férias, é o fim do salário fixo, é o fim de todos os direitos conquistados até hoje pelos trabalhadores”, critica o vereador.
Rafael Santana
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