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Hilton Coelho diz que “as elites não têm autoridade de fazer críticas a política bolivariana e ao movimento sindical”

Diante do questionamento do líder do DEM, vereador Alexandre Aleluia em sessão ordinária na manhã de quinta-feira (4), no plenário da Câmara Municipal, se tinha informações sobre o paradeiro de Leopoldo Lopez, líder oposicionista na Venezuela, que está desaparecido em que o PSOL manifestou apoio irrestrito ao regime ditatorial de Chávez/Maduro, que vem matando ou encarcerando as vozes dissonantes, o vereador Hilton Coelho respondeu ao democrata.

Aleluia alfinetou o socialista ao questionar se ele consegue ver a beleza revolucionária nesta cena em que “tanques passam por cima de opositores da ditadura bolivariana da Venezuela”. “O PSOL apoiou ostensivamente o regime, pedindo votos a Chávez e a Maduro. Sim, tudo começou com o voto; mas o voto também pode ser o caminho para que ditadores cheguem ao poder. Será que o colega vereador do PSOL e seus demais companheiros de chapa, que dizem ser amantes da democracia como diziam sempre Chávez e Maduro, podem garantir que farão diferente caso chegem ao poder no Brasil? Em nome da democracia passariam com tanques sobre os opositores “fascistas”? Gostaria de saber a resposta. Dançariam como dança o Maduro enquanto opositores são atropelados? Gostaria de saber realmente a resposta. Insisto no questionamento porque o psolista cobrou minha posição sobre a reforma trabalhista, pensando que eu teria receio de dizer o que penso. Mas eu respondi”, disse Aleluia.

O questionamento de Aleluia teve resposta de Hilton ao dizer que tudo precisa ser apurado. “Essa é a posição do PSOL. Ninguém pode passar impune em relação a esse processo, nem daqueles que estão no campo do PT, nem daqueles que apresentaram até o governo Dilma uma posição de oposição. Para nós do PSOL não existem diferenças tão significativas do ponto de vista programático. É preciso que tudo seja passado a limpo, não apenas para que os culpados paguem, como haja o ressarcimento aos cofres públicos para que a gente consiga recuperar esses recursos ora desviados por quem quer que seja e o garantindo o fortalecimento do povo brasileiro no atendimento às demandas”, responde Hilton.

Nas críticas em relação a política bolivariana adotada pelos governos Lula e Dilma, o vereador diz que o que se chama de bolivarianismo está relacionado a um conjunto de propostas e um ideário que visaram responder a necessidade legítima, especialmente, do povo equatoriano, boliviano e venezuelano a influência desses governos e experiências na America Latina.

“Existem condições inegáveis, como a extinção do analfabetismo no Equador, na Venezuela e na Bolívia, o avanço educacional na Bolívia a reestruturação do sistema de saúde, tudo isso são conquistas do nosso povo que as nossas elites no Brasil não aceitaram de forma nenhuma, muito pelo contrário, fizeram de tudo para que não se transformasse em uma realidade a medida que os movimentos sociais pressionaram nessa direção. Acho que o ponto de vista da resposta às grandes demandas do nosso povo. As elites não tem qualquer autoridade para criticar essas experiências do ponto de vista da resposta ao nosso povo. Na questão da democracia interna desses países, o próprio povo desses países precisa resolver qual vai ser o destino deles. O que o PSOL define é que a soberania popular e a autodeterminação dos povos têm que norte nas relações internacionais, os povos que se identificam com esse projeto bolivariano, eles precisam definir o que vai ser sua trajetória em qualquer interferência ou pressão internacional que fira essa perspectiva de autodeterminação”, defende.

Em relação ao fim das oligarquias sindicais e da contribuição sindical, o vereador Hilton disse que sempre foi contrário a contribuição obrigatória do imposto sindical. Não nos é nada estranha a possibilidade e achamos que deverá ser medida, inclusive, do momento social como de fato é. Tem muitos sindicatos que não usam o imposto sindical, apesar de ser depositado  nas suas contas. Eu faço parte de uma categoria que está, inclusive, nessa situação. Meu sindicato, o Sindjufe não utiliza o recurso que vem do imposto sindical. Eu acho que essa crítica é legítima. Agora, muitos desses que estão falando não tem autoridade de fazer essa crítica contundente ao movimento sindical. Somos contra o imposto sindical, mas não reconhecemos qualquer legitimidade dessa direita conservadora, autoritária e manipuladora de tentar imputar no movimento sindical um estigma de que estar completamente desvirtuado dos seus objetivos”, define.

Rafael Santana

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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