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O governo Lula foi pego de surpresa com o anúncio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que a votação para sustar o aumento do IOF entraria em pauta nesta quarta (25). O Palácio do Planalto esperava negociação e se irritou com a decisão, comunicada por Motta às 23h35 em rede social.
A resposta do Planalto foi imediata: “Não se respeita mais rito nesta Câmara”, disse um articulador do governo.
A insatisfação entre Executivo e Legislativo só cresce, alimentada pelos atrasos nas emendas parlamentares e pela insatisfação com decisões de ministros como Flávio Dino no STF.
Além da queda de braço com a Câmara, o governo agora corre para evitar um apagão orçamentário. A derrubada do decreto que aumentou o IOF pode paralisar repasses e comprometer a execução do orçamento, inclusive das emendas já prometidas. A pressão também aumenta no Senado. Davi Alcolumbre e Hugo Motta devem comparecer juntos à audiência no STF para defender as emendas impositivas e mandar recado: o Congresso não aceitará perder poder sobre o orçamento.
Enquanto isso, Gleisi Hoffmann tenta apagar incêndio e Haddad irrita ainda mais os parlamentares com críticas ao Congresso. A crise está armada.
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