“Pra mim é muito gratificante colocar o bloco na rua mais um ano. Somos o primeiro bloco afro e há 45 anos ininterruptos estamos desfilando no Carnaval mesmo com toda dificuldade que a gente enfrenta, então é hora de celebrar as conquistas que acompanham o surgimento do Ilê Aiyê, essa transformação que a cidade sofreu na musicalidade, na estética, no resgate da autoestima do povo negro e, sobretudo, no despertar desse sentimento de negritude, que fez com vários outros blocos afro surgissem na Bahia, no Brasil e até no mundo”, realça Antônio Carlos Vovô, fundador e presidente da entidade.
Ele conta que participações de artistas podem acontecer de surpresa durante os desfiles e adianta que a expectativa é grande para o tradicional cortejo que dá início ao Carnaval da entidade, no sábado de Carnaval (2/3), no Curuzu. “É uma data muito marcante, um momento muito especial, importante para todos nós que começamos essa história, para quem participa do Ilê hoje, enfim para a primeira, segunda e terceira gerações do bloco, que irão comemorar juntas esses 45 anos”, comenta.
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