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O uso da inteligência artificial (IA) já é uma realidade na medicina e promete transformar o dia a dia dos reumatologistas. O tema será um dos destaques do 42º Congresso Brasileiro de Reumatologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), que será realizado de 17 a 20 de setembro, em Salvador, na Bahia.
“A inteligência artificial pode ajudar na detecção precoce das doenças reumáticas, permitindo que o paciente seja encaminhado mais rapidamente ao especialista e inicie o tratamento antes que ocorram danos irreversíveis”, afirma o reumatologista Dr. André Xenofonte Cartaxo Sampaio, diretor da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Segundo ele, diversos estudos recentes demonstram a eficácia de algoritmos e modelos preditivos na identificação de sinais precoces de enfermidades como artrite reumatoide, lúpus e espondiloartrites.
Além da triagem, a IA também pode ser aplicada no monitoramento contínuo dos pacientes. Protocolos baseados em dados clínicos e dispositivos como smartwatches são capazes de detectar pioras no quadro clínico e até sinais de recidiva, favorecendo uma resposta mais rápida por parte do médico. “Essas tecnologias permitem ao reumatologista intervir antes que o quadro se agrave, oferecendo um cuidado mais personalizado e proativo”, explica o especialista.
Outro campo promissor é a análise de imagens. Devido à alta capacidade de interpretação, a IA pode auxiliar na análise de exames como radiografias e ressonâncias, identificando alterações sutis que poderiam passar despercebidas. “Ela complementa o olhar do radiologista e do reumatologista, agregando precisão e agilidade ao processo diagnóstico”, acrescenta Dr. André.
Embora a tecnologia avance em ritmo acelerado, o médico ressalta que ela não substitui o papel humano na medicina: “O médico que não utilizar IA provavelmente será superado por aquele que a utiliza, mas o contato humano, a empatia e o acolhimento nenhuma máquina poderá substituir. O futuro da medicina será a combinação da inteligência clínica com a inteligência artificial”, completa.
Essas e outras questões serão abordadas na conferência “Inteligência artificial e o seu papel no diagnóstico precoce e na otimização terapêutica”, que será conduzida pelo Dr. André Xenofonte, no dia 18 de setembro, durante o 42º Congresso Brasileiro de Reumatologia. Na ocasião, o especialista trará um panorama prático sobre como a IA já está sendo integrada à prática clínica na especialidade.
Organizado pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o Congresso é o maior evento da especialidade na América Latina. A programação inclui cursos, mesas-redondas, conferências, simpósios, sessões de temas livres, encontros com pacientes, atividades culturais e premiações para os trabalhos científicos mais relevantes da reumatologia brasileira.
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