Ipiaú viveu horas de terror nos últimos dias e entrou de vez no mapa da barbárie que tomou conta da Bahia. Em menos de 48 horas, sete pessoas foram assassinadas, segundo registros divulgados pela imprensa local e confirmados por ocorrências policiais, em uma sequência de crimes que espalhou medo, fechou comércios mais cedo e deixou a população acuada dentro de casa.
A escalada da violência expõe um cenário de completo colapso da segurança pública no município.
Os números assustam e não são um caso isolado. Dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública mostram que a Bahia segue entre os estados mais violentos do país, com índices de homicídios que colocam cidades do interior em situação de alerta máximo.
Em Ipiaú, a sucessão de execuções em tão pouco tempo evidencia a ausência do Estado, a fragilidade do policiamento ostensivo e a incapacidade de prevenção, enquanto facções avançam e impõem sua própria lei.
O retrato é direto: sob o governo de Jerônimo Rodrigues, a criminalidade se espalhou sem freio pelos 417 municípios baianos. A sensação de abandono é generalizada, e o discurso oficial não acompanha a realidade das ruas, onde bandidos mandam, desmandam e a população paga a conta com medo e luto.
Para muitos baianos, a guerra contra o crime foi perdida, e episódios como o de Ipiaú se tornaram o símbolo mais cruel dessa derrota.
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