A vereadora Ireuda Silva (PRB), vice-presidente da Comissão da Reparação, externou preocupação ao saber que 155 estudantes indígenas e quilombolas da Universidade Federal da Bahia (Ufba) podem ser obrigados a abandonar a instituição por não terem condições de se manter, já que o Programa de Bolsa Permanência do governo federal está prestes a ser extinto. Para a republicana, o fato “representa um retrocesso inadmissível”.
“O Brasil tem o costume de, em tempos de crise econômica, cortar primeiro de serviços básicos para o nosso desenvolvimento, como a educação e a saúde. No caso em questão, é significativo que dois dos grupos mais marginalizados da história brasileira estejam, mais uma vez, tendo seus direitos essenciais subtraídos. É um atentado contra a política de reparação, e isso não acontecerá sem que haja luta e resistência”, disse Ireuda.
Nesse sentido, a vereadora criticou os cortes de R$ 55 milhões na concessão de bolsas no Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies) para subsidiar o preço do óleo diesel. Para Ireuda, há outros tipos de gastos na máquina pública que são menos importantes e poderiam ser evitados. “O pleito dos caminhoneiros é legítimo, mas não são os mais pobres que deveriam pagar a conta. Seria interessante, por exemplo, reduzir as despesas com propaganda”, declarou.
Fonte: Secom/CMS
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