Antônio Cruz / Agência Brasil
Neste domingo, a Avenida Paulista será palco de mais um capítulo na já complexa trajetória política de Jair Bolsonaro. Com o ex-presidente convocando seus apoiadores para uma manifestação, os olhares se voltam não apenas para as ruas, mas também para as implicações legais que tal ato pode acarretar.
Especialistas consultados pela Folha de São Paulo apontam para um terreno delicado: a possibilidade de Bolsonaro enfrentar consequências jurídicas, incluindo prisão, caso haja incitação ou apologia ao crime durante o evento.
O cenário é ainda mais tenso considerando as investigações que pesam sobre ele ausações envolvendo tentativas de golpe de Estado e ameaças ao Estado democrático de Direito.
O cuidado com a convocação da manifestação é evidente. Bolsonaro orientou seus seguidores a não levarem faixas ou cartazes, numa tentativa de moderar o tom do evento, especialmente diante de figuras como o STF e o ministro Alexandre de Moraes, frequentemente criticados pelo ex-presidente. Essa precaução revela a complexidade da situação: por um lado, a liberdade de expressão e manifestação; por outro, os limites impostos pela lei e pela ordem pública.
As manifestações anteriores, marcadas por ataques ao STF e ao Congresso e por expressões de apoio a um regime autoritário, lançam uma sombra de preocupação sobre o que está por vir na Paulista.
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