Reprodução Youtube
A fala de Jaques Wagner, tratando como “página virada” a saída de Ângelo Coronel da base do governo, escancarou mais uma vez a arrogância petista na Bahia. Um senador da República, com mandato legítimo e história política própria, foi publicamente descartado como se fosse peça sem valor. Pior: tudo isso ocorreu sob o silêncio constrangedor de Otto Alencar, que por mais de 40 anos se dizia amigo e compadre de Coronel.
Qunado a petezada decide, alianças, amizades e histórias viram pó.
O episódio reforça um padrão antigo. O PT não tem palavra e trai quem não se submete integralmente à sua cartilha de poder. Foi assim com Marcelo Nilo, com Lídice da Mata e com João Leão. Todos serviram enquanto foram úteis; depois, foram descartados sem cerimônia.
A lógica é simples e brutal: para o Partido dos Trabalhadores, só há espaço quando um petista é candidato ou quando o poder está concentrado nas mãos do partido. O resto é tratado como “página virada”.
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