Foto: Reprodução
Por quatro votos a zero, os ex-integrantes da extinta banda New Hit foram condenados a 10 anos de reclusão. Após analisar o processo sobre o estupro coletivo de duas adolescentes, em agosto de 2012, em Ruy Barbosa (a 321 km de Salvador), a desembargadora Rita de Cássia Filgueiras votou, na tarde desta terça-feira, 29, a favor da condenação de oito ex-componentes do grupo.
Ela seguiu a decisão proferida pelo desembargador e relator do processo, Lourival Trindade, no último dia 15 deste mês, e absolveu, por falta de provas, o ex-integrante Jefferson Pinto dos Santos e o segurança Carlos Frederico Santos de Aragão. O julgamento ocorreu no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), no Centro Administrativo da Bahia.
Assim como a magistrada, o desembargador Abelardo Paulo da Matta Neto, que também havia adiado o voto, foi favorável à condenação de oito réus e absolvição de dois deles. O desembargador Nilson Castelo Branco, revisor do recurso, já havia decido pela prisão da maioria dos indiciados.
“Esperávamos a confirmação da condenação de todos. Mas esse resultado, para nós, é uma grande vitória. Elas [as vítimas] foram muito questionadas”, comemora a advogada das adolescentes, Isabela da Costa Pinto.
Redução
Os advogados Isabela da Costa Pinto e Maurício Freire vão recorrer da sentença, pois não concordam com a redução da pena de 11 anos e 9 meses para dez e com a absolvição de dois réus.
Os condenados continuam soltos e vão recorrer em liberdade, segundo o advogado de defesa, Alfredo Venet. “Vamos esperar o acórdão ser publicado para entrar com embargos no Tribunal de Justiça (TJ-BA). Entendemos que houve muita omissão, que as provas apresentadas não foram levadas em conta”, analisa.
Venet disse que, caso o parecer do TJ-BA não seja favorável a seus clientes, vai ingressar com recursos especial e extraordinário no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenados a prisão, Alan Aragão Trigueiros, Edson Bomfim Berhends Santos, Eduardo Martins Daltro de Castro Sobrinho, Guilherme Augusto Campos Silva, Jhon Ghendow de Souza Silva, Michel Melo de Almeida, Wenslen Danilo Borges Lopes e Willian Ricardo de Farias foram acusados pelas adolescentes, à época com 16 anos, de estupro dentro do ônibus da banda, após um show.
O advogado Alfredo Venet defende que não houve estupro e sim sexo consentido. O ex-integrante da banda Jefferson e o segurança Carlos Frederico não foram reconhecidos pelas adolescentes.
Fonte: A TARDE On Line
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