Na tarde ensolarada de 11 de janeiro, Salvador foi palco de um evento que transcende a fé e a devoção: a Lavagem do Bonfim. Mas além das tradições e das preces, a festa deste ano trouxe um elemento a mais para as ruas da capital baiana. Entre os fiéis e as fitas coloridas, a política se fez presente de um jeito um tanto quanto inusitado.
Segundo militantes de extrema-esquerda do PSOL, partido de oposição, o prefeito Bruno Reis proveitou o evento para fazer algo além de celebrar: indicar com as mãos o número 44, número este que supostamente será usado em sua campanha à reeleição neste ano. A representação feita pelo PSOL contra a dupla acusava-os de propaganda eleitoral antecipada, alegando que o gesto era uma forma de se promoverem para as próximas eleições municipais.
Contudo, a Justiça Eleitoral da Bahia, através do juiz Ruy Eduardo Almeida Britto, não viu as coisas da mesma forma. Em sua decisão, o magistrado concluiu que os fatos apresentados não configuravam um pedido explícito de votos nem podiam ser caracterizados como propaganda eleitoral antecipada. Assim, a representação foi julgada improcedente.
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