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A Justiça da Itália publicou a decisão que permitiu à ex-deputada federal Carla Zambelli responder em liberdade em Roma e apontou um problema pesado no processo que levou à condenação dela no Brasil: a falta de imparcialidade objetiva no julgamento. O documento cita o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi relator do caso mesmo sendo apontado como vítima de um dos crimes atribuídos à ex-parlamentar, envolvendo a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça e a inserção de um falso mandado de prisão contra ele.
Segundo a decisão italiana, Moraes participou de etapas centrais do processo, incluindo questões preliminares, condenação, perda do mandato, mandado de prisão e informações sobre o presídio onde Zambelli deveria cumprir pena.
Para a Corte de Apelação da Itália, essa sequência levantou dúvida sobre a equidade do julgamento no Brasil. A decisão fala em violação ao direito a um julgamento justo.
Zambelli foi condenada no STF por invasão ao sistema do CNJ e também responde por outro caso, relacionado ao episódio em que perseguiu um jornalista com arma durante o segundo turno das eleições de 2022. A decisão final sobre a extradição cabe agora ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Enquanto isso, o governo brasileiro deve insistir na extradição, mas a decisão italiana colocou um novo obstáculo no caminho.
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