Foto: Reprodução
O ex-presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, tentou interceder pela Odebrecht junto ao Departamento Jurídico da estatal petrolífera. O executivo pretendia que a empreiteira fosse desbloqueada de novas contratações da companhia. Bendine, no entanto, foi alertado pelo setor sobre ‘os riscos’ do alívio à Odebrecht. A informação faz parte da denúncia da Procuradoria da República, no Paraná, contra o executivo e outros cinco investigados na Operação Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro, embaraço à investigação e organização criminosa.
Bendine foi preso em 27 de julho na Operação Cobra, 42.ª fase da Lava Jato. O executivo esteve à frente do Banco do Brasil entre 17 de abril de 2009 e 6 de fevereiro de 2015, e foi presidente da Petrobrás entre 6 de fevereiro de 2015 e 30 de maio de 2016.
Esta é a primeira denúncia com base na delação da Odebrecht. A acusação pegou o topo da Petrobrás mesmo depois que a Lava Jato já estava nas ruas. A primeira fase da operação foi deflagrada em março de 2014.
Conforme o procurador da República Athayde Ribeiro Costa, da força-tarefa da Lava Jato, Aldemir Bendine se reuniu com o empresário Marcelo Odebrecht no dia 18 de maio de 2015, ‘ocasião em que ajustaram pagamento da propina’. O procurador citou o operador de propinas André Gustavo Vieira da Silva.
Informações extraídas da Tribuna da Bahia
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