Crédito: Antonio Queirós/Secom/CMS
As três décadas da Associação Cultural Fogueirão foram celebradas em sessão especial no Plenário Cosme de Farias, na noite de terça-feira (30). A homenagem foi proposta pelo presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Leo Prates (DEM), que destacou o trabalho cultural do grupo de samba junino, que influenciou diretamente no surgimento outras bandas do mesmo segmento.
A Associação Cultural Fogueirão foi criada no bairro da Vasco da Gama, em 1987. O movimento nasceu da mistura da cultura afrobaiana com elementos da cultura portuguesa e das festas juninas, tendo como diferencial a presença do instrumento timbal.
Ao destacar a importância da associação, o vereador Leo Prates literalmente abriu as portas do Legislativo soteropolitano para os grupos culturais. “Muito me honra participar desta noite. O samba junino é uma realidade na nossa cidade. Hoje me encantei e sou um apoiador. Essa sessão especial é o merecido reconhecimento da Câmara e da cidade à trajetória desse movimento”, afirma Leo Prates.
Presidente do Samba Fogueirão, Jorge Fogueirão falou sobre as dificuldades enfrentadas pelo movimento e comemorou a realização da sessão especial. “Devo tudo ao samba junino, fez o meu nome e a minha história”, celebra.
Utilidade pública
A Associação Cultural Fogueirão foi considerada de utilidade pública municipal após a aprovação de projeto de lei do então vereador Pedrinho Pepê, em 17 de novembro de 2010.
Cinco anos depois, no dia 26 de novembro de 2015, o vereador Leo Prates teve aprovado, por unanimidade, o projeto de lei para renovação da utilidade pública para a instituição.
Conhecido nacionalmente pela passagem na banda Timbalada, o cantor e compositor Ninha relatou sua “antiga relação” com o samba. “Assim como a capoeira, ritmo sempre foi discriminado. Não sou o mais velho, mas tenho muitos anos de samba. Estou lisonjeado pela iniciativa desta Casa. Saio daqui muito feliz em perceber que temos alguém com o pensamento voltado para o seguimento, que sempre foi discriminado”, comemora.
Solenidade
Samba junino não poderia faltar na solenidade. A sessão especial contou com a apresentação dos integrantes do Coral do Fogueirão, Cauã Messias e Cauã Lázaro.
Um vídeo sobre a história do movimento, chamado por Leo Prates de “patrimônio imaterial da cidade do Salvador”, foi também exibido.
Além de Leo Prates, Jorge Fogueirão e Ninha, a mesa da sessão especial ainda contou com as presenças de Chico Assis, gerente da Fundação Gregório de Matos; Liveraldo Costa, diretor do Samba Fogueirão; Ailton Luiz, um dos fundadores do Samba Fogueirão; Vadinho França, presidente do Bloco Alvorada; do padre Edmilson Costa; do advogado Messias Oliveira e do líder comunitário Neivaldo Sales.
Fonte: Secom/CMS
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