A sucessão estadual na Bahia já começou a ganhar forma e o debate interno no grupo governista gira em torno de uma pergunta simples: quem entrega mais votos a Jerônimo Rodrigues em 2026? De um lado, aliados defendem uma chapa “puro-sangue”, totalmente ligada ao PT; de outro, cresce a pressão para que o presidente Lula seja o principal fiador eleitoral do projeto.
O problema é que o cenário mudou, e o desgaste nacional começa a pesar também na disputa baiana.
Pesquisa divulgada nesta semana mostra que Lula tem 50% de desaprovação e 47% de aprovação, um dado que acendeu o sinal de alerta entre petistas da Bahia. Temas como segurança pública, custo de vida, desemprego e saúde aparecem no topo das preocupações do eleitor e tendem a dominar a campanha, justamente em áreas onde o governo estadual enfrenta críticas constantes.
Nos bastidores, a avaliação é que a associação direta com o Planalto pode mais atrapalhar do que ajudar.
Enquanto isso, lideranças da oposição apostam no cansaço do eleitor após duas décadas de governos petistas no estado.
A leitura é clara: a eleição de 2026 não será decidida apenas por padrinhos políticos, mas pela comparação direta entre promessas e resultados. E, nesse contexto, o uso da imagem de Lula na campanha de Jerônimo virou um risco calculado, e não mais uma certeza de votos.
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