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Durante ato político realizado neste sábado (29), em Belo Horizonte, o presidente Lula causou revolta ao afirmar que a profissão de coletor de lixo “não dá orgulho”.
Diante da plateia do Ato Nacional Mulheres com Lula, o petista classificou o trabalho realizado pelos profissionais da limpeza urbana como “uma coisa pobre” e comparou a categoria a engenheiros e médicos.
“Quando eu passo na rua e vejo aquelas pessoas que trabalham colhendo lixo, é uma profissão muito pobre, porque não é uma profissão que dá orgulho. O cara tem orgulho de falar ‘eu sou engenheiro, eu sou médico’, mas lixeiro é uma coisa pobre”, declarou Lula.
O comentário ganhou repercussão nas redes sociais e foi interpretado como deboche contra trabalhadores responsáveis por um serviço essencial nas cidades brasileiras.
Depois da declaração depreciativa, Lula tentou mudar o sentido do discurso e reconhecer a importância dos coletores.
O presidente afirmou que a população perceberia o valor desses profissionais caso o lixo deixasse de ser recolhido durante uma semana.
Também disse que o pobre costuma ser tratado pela sociedade como se fosse invisível.
O episódio provocou críticas justamente por partir de um presidente que construiu sua trajetória política apresentando-se como representante dos trabalhadores e das camadas mais pobres da população brasileira.
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