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Maioria dos nordestinos admite entender pouco de educação financeira

Divulgação Mastercard

A maioria dos nordestinos admite que entende pouco ou nada de educação financeira, mesmo considerando o assunto importante para a vida pessoal e profissional. É o que revela a 17ª edição da pesquisa semestral Observatório Febraban feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) para a Febraban.

Na região, a pesquisa apurou que 60% da população não entende nada ou tem poucos conhecimentos sobre educação financeira, considerando itens nesse conceito como controle de despesas, endividamento, poupança e investimento. Porém, 90% reconhecem que o tema é muito importante, e 73% acreditam que o planejamento financeiro influencia na realização de sonhos e projetos pessoais.

No caminho dessa realização está o equilíbrio entre crédito e endividamento. “Educação financeira e endividamento são temas afins: a dificuldade de controlar gastos leva muitas pessoas a contraírem dívidas para cobrir despesas e imprevistos. No entanto, o mesmo contexto de desorganização financeira aumenta o risco de inadimplência”, afirma o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE.

De acordo com a pesquisa, 40% dos respondentes na região Nordeste afirmam estar endividados. Entre estes, 19% acreditam que terminarão 2025 mais endividados do que estavam no final do ano passado e 53% esperam reduzir seu nível de endividamento. A maior parte (43%) acredita que vai conseguir pagar suas dívidas até o final do ano; outros 29% projetam essa quitação para 2026, enquanto 22% pensam que isso ainda vai demorar um pouco mais.

Dívidas trazem riscos à saúde mental – Para além da questão financeira, a pesquisa destaca uma dimensão importante do endividamento: o impacto na saúde mental das pessoas. No levantamento, entre os que declaram possuir dívidas, 78% afirmam que o endividamento afeta sua saúde emocional ou sua qualidade de vida. Ao mesmo tempo, 56% dos entrevistados afirmam ter o hábito de poupar ou investir quando possível (27% fazem isso frequentemente e 29% às vezes). Em contrapartida, 34% afirmam espontaneamente não ter condições financeiras de poupar ou investir, mas fariam se pudessem.



O uso de crédito é uma prática considerada comum, com a maioria dos entrevistados (61%) no Nordeste afirmando utilizar pelo menos um meio de acesso a crédito pessoal, com destaque, entre os que utilizam, para o cartão de crédito (64%).

A pesquisa Observatório Febraban foi realizada entre os 12 e 26 de junho de 2025, com 3 mil pessoas nas cinco regiões do País, para investigar o que os brasileiros entendem por educação financeira, como veem o nível de educação financeira no país, quais fontes de informação utilizam sobre finanças, o papel do planejamento financeiro na realização de projetos pessoais e práticas relacionadas





Clara

Estudante de Letras, Clara Paixão auxiliou diversos autores conservadores em Recife e Carpina (PE). Amante da Liberdade, Clara entende que são preceitos básicos: direito irrestrito ao projeto de vida do próximo, direito à propriedade privada e livre mercado.

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