O novo quadro de vereadores escolhido pelos eleitores que passa a integrar a Câmara Municipal a partir de janeiro de 2017 é composto pela sua grande maioria de representantes do legislativo que possui nível superior. Dos 43 vereadores eleitos, 31, ou seja 72%, tem o nível de escolaridade, conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com os dados do TSE, o que ficou constatado pelo perfil dos eleitores em Salvador é que os de menor nível de escolaridade votaram nos mais escolarizados. Os que têm pouco nível de escolaridade representam a ampla maioria: a maior faixa é de eleitores com ensino fundamental incompleto, 28%, seguidos de eleitores com ensino médio incompleto, 23%, ou seja: total de 51%. Até o número de eleitores na faixa logo acima dos analfabetos, que apenas “lê e escreve”, percentual de 7,1%, é maior que os de nível superior. Já uma fração de eleitores com nível superior compõem apenas 6,2% do eleitorado na cidade
Pelo levantamento do TSE, somente o pagodeiro Igor Kannario, eleito vereador, tem a escolaridade que mais se identifica do eleitorado de Salvador: ensino médio incompleto. O vereador Hélio Ferreira (PCdoB) é outro que possui o mesmo nível de escolaridade dos que o elegeram. Ferreira tem o ensino médio incompleto e sua profissão é cobrador de ônibus.
Quanto à etnia, a cor “parda” é predominante entre os candidatos, embora esse conceito seja questionável. Foram eleitos 17 vereadores de cor “parda”, o que corresponde a 39,5%; seguidos pela cor “branca”, com 15 edis ou 34% dos componentes da Casa; 10 da cor “preta”, 23%; e um que se declarou da cor “amarela”.
Foto: Reprodução/CMS
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