A revolta da classe médica contra o governo Jerônimo Rodrigues cresceu após denúncias de que mais de 500 profissionais estão sendo forçados a trocar contratos de carteira assinada por vínculos precários como pessoa jurídica, sem garantias de salário, férias ou licença maternidade. O médico e vereador Cezar Leite chamou a manobra de “calote pra classe médica” e relatou que colegas já estão sem receber desde fevereiro.
“Veja só, você que é mulher, a colega médica, pessoa jurídica, quando vai ter seu filho, pasmem: ela tem que voltar com duas semanas depois do parto”.
Segundo dados do CFM, a Bahia registra 1,1 médico por mil habitantes, índice bem abaixo da média nacional (2,6), o que agrava ainda mais o risco de desassistência.
O problema não é só trabalhista: atinge diretamente os pacientes, que correm o risco de perder médicos experientes em hospitais como HGE, Roberto Santos e maternidades de referência.
Assista a entrevista:
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