IA / Montagem TVS1
Manaus amanheceu coberta por fumaça e a Prefeitura suspendeu as aulas da rede municipal na sexta-feira, 9 de outubro. Naquela manhã, a concentração de material particulado chegou a 196,4 microgramas por metro cúbico, índice classificado como “péssimo” nos dados divulgados pela Defesa Civil. Ufam e Ifam também haviam suspendido atividades presenciais.
Em 2021, 31 artistas, entre eles Caetano Veloso, Daniela Mercury, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Nando Reis, gravaram “Canção pra Amazônia”, em projeto ligado ao Greenpeace. A música criticava a devastação ambiental e popularizou o refrão “Salve a Amazônia”.
Agora, com a fumaça afetando a rotina de Manaus, a pergunta incômoda voltou: onde está uma mobilização coletiva com a mesma força?
A cobrança tem um contraste político evidente: quando Bolsonaro estava no Planalto, a defesa da Amazônia ocupava campanhas, vídeos e protestos de artistas. Diante da crise atual, o público quer saber se aquele coro continuará sendo ouvido quando a crítica também puder atingir quem está no governo. É uma pergunta legítima, mas não equivale a afirmar que todos os artistas deixaram de se manifestar.
A floresta não muda de lado conforme muda o governo. A pergunta, então, é: a indignação era pela Amazônia ou apenas contra Bolsonaro?
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