Agência Câmara dos Deputados / Site
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) está no centro de uma nova polêmica em Brasília após nomear dois maquiadores como secretários parlamentares com salários pagos por verba pública. Um deles, Ronaldo Hass, está lotado desde maio com vencimento de R$ 9.678,22. O outro, Índy Montiel, foi nomeado em junho com salário de R$ 2.126,59. Ambos ostentam nas redes os bastidores dos trabalhos de maquiagem prestados à parlamentar.
Segundo o regimento da Câmara, secretários parlamentares devem atuar com atividades como elaboração de projetos de lei e assessoria técnica, não como beauty artists.
A oposição entrou com representação no Conselho de Ética e também no Ministério Público Federal, pedindo apuração por improbidade administrativa e ressarcimento dos valores. “É desvio de finalidade e afronta à legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência”, declarou o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP). A prática também viola o Ato da Mesa nº 58/2010 e fere a Lei nº 8.429/1992.
O caso escancarou mais uma contradição da esquerda na Câmara, que prega a moralidade, mas usa recursos públicos para manter a imagem da deputada nos holofotes… literalmente maquiada com dinheiro do contribuinte.
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