Líder da oposição na Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) parabenizou os 39 anos de existência do Bairro da Paz, localizado na Paralela, fruto, segundo ela, de uma longa resistência e luta na capital pelo direito à moradia. A parlamentar também apresentou uma moção de aplausos durante a última sessão ordinária.
“Este bairro, que consta no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano como uma Zona Especial de Interesse Social, ainda necessita de muitas intervenções sociais e urbanas, sobrevive e é um polo cultural, social e de resistência em Salvador. Tem uma história reconhecida nacionalmente na luta pelo direito à moradia, contra os ataques a este direito, confrontando tentativas de destruição de suas casas e de expulsões”, lembrou.
Segundo Marta, o Bairro da Paz é um exemplo de como a base comunitária e a união de moradores são importantes para conquistar direitos sociais e básicos com consciência e cobrança dos poderes públicos. Moradores do bairro realizam nesta semana uma série de atividades narrando a trajetória de sua existência e suas necessidades. “O Bairro da Paz já sofreu todo tipo de tentativa de marginalização, mas os moradores foram exemplo de resistência e começaram a trabalhar para mostrar que ali tinha uma comunidade, com pessoas que anseiam o acesso a direitos básicos como a educação, à saúde, ao transporte”, acrescentou.
Apesar das conquistas ao longo dos anos como saneamento básico, creches e escolas, entre elas a Estadual Mestre Paulo dos Anjos, construída em 2012, Marta ressalta a necessidade de fortalecer ainda mais o bairro com a participação popular junto à Prefeitura, através de audiências e de projetos apresentados pelos moradores e desenvolvidos em equipe.
“Em 1982, as pessoas buscavam água da fonte, não tinham saneamento, o telefone, só tinha um orelhão na Paralela. Era um lugar com absolutamente nada. Hoje, a partir de uma construção comunitária, com pessoas comprometidas, é um lugar reconhecido por especialistas e urbanistas por causa dessa construção. Houve uma melhoria que permitiu a população se desenvolver socialmente ali dentro, com mecanismos comunitários e isso teve impacto na qualidade dos direitos básicos”, lembrou.
“Assim como em vários bairros, temos que ficar atentos e fiscalizando a atuação de drenagem das redes fluviais e pluviais, iluminação, coleta de lixo, arborização, limpeza de córregos, funcionamento efetivo das creches e instrumentos que existem dentro do bairro”, acrescentou Marta Rodrigues.
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