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Marta Rodrigues reforça necessidade de debate sobre projeto Revitalizar

Crédito: Mathias Jaimes/TV Servidor

A vereadora Marta Rodrigues (PT) voltou a criticar a tentativa de aprovação do Projeto Revitalizar sem levar em consideração as preocupações dos moradores da região do Centro Antigo, onde o projeto será implantado. A parlamentar defende a realização de mais audiências públicas com os movimentos sociais, moradores e trabalhadores da região para que se chegue a um consenso e um documento oficial com as demandas da população.  Ela teme que a aprovação do projeto gere mais desigualdade social.

Conforme Marta, na última audiência pública ocorrida no dia 7 deste mês, movimentos sociais e setores da sociedade civil alegaram que há um grave risco de gentrificação, com a expulsão de moradores e de trabalhadores informais que tiram o sustento de suas famílias naquela região.

“Há ameaça de gentrificação do Centro Antigo, a exemplo do que aconteceu com a retirada dos trabalhadores da Feira do Couro, onde foram retiradas dezenas de pessoas trabalhavam há anos. O local hoje se tornou uma escadaria inóspita e sem vida.  Há uma tentativa de elitização do Centro Antigo para atender os turistas e o empresariado que não leva em conta a vida e a rotina dos moradores. Com o Revitalizar, muito provável que eles percam suas moradas e seus trabalhos e migrem para as periferias”, declara Marta.

Conforme a vereadora, para a população do Centro Antigo os investimentos têm sido marcados pela ineficácia e ineficiência no que se refere às questões sociais, notadamente as relacionadas à infraestrutura urbana, emprego e habitação. “Temos exemplos claros disso, como a tentativa de expulsar os ferreiros da Ladeira da Conceição da Praia, a derrubada de casarões históricos na Ladeira da Montanha”, pontua Marta.

De acordo com o projeto, os proprietários de casarões que não aderirem ao Revitalizar em no máximo cinco anos terão os imóveis desapropriados pela prefeitura. A parlamentar questiona a isenção de impostos municipais em troca das reformas dos casarões e pontua que a prefeitura deveria executar dívidas de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e destinar os imóveis para habitação social. “É preciso considerar a importância de quem ocupa esses imóveis e a necessidade de inclui-las em qualquer projeto que pretenda incidir sobre o Centro”, acrescenta a vereadora.

Fonte: Secom/CMS

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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