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Maurício Trindade e Téo Senna sofrem agressão de manifestantes após sessão sobre Escola sem Partido na CMS

Crédito: Mathias Jaimes/TV Servidor
Após os embates, protestos e tumultos que tomaram conta da Câmara Municipal na manhã desta segunda-feira (29), durante o debate sobre o Escola sem Partido em audiência pública no plenário da Casa, os vereadores Maurício Trindade (DEM) e Téo Senna (PHS) foram agredidos por manifestantes nas proximidades da CMS. Trindade registrou o momento e prestou solidariedade em defesa de Senna.
Ao sairem das dependências da CMS na manhã desta segunda (29), os vereadores teriam encontrado dificuldade para sairem do prédio do legislativo em razão do protestos e tumultos dos manifestantes. Para garantir a ordem, a Polícia Militar (PM) esteve no local para realizar a segurança.
Em discurso no plenário da CMS, o vereador Maurício Trindade (DEM), que participou do debate sobre Escola sem Partido, relatou que não conseguiu assistir o debate devido a “grosseria e a falta de educação dos professores que se acham os donos da verdade” que impediam os debatedores se pronunciassem e classificou de “baderna” tudo o que ocorreu.
Crédito: Mathias Jaimes/TV Servidor
“Quero pedir ao vereador Aleluia em propor uma nova sessão com um grupo de vereadores para que possamos conversar e entender, porque o que se viu foi uma baderna. Estava o deputado Bolsonaro na sessão, colocaram um filme, mas não deixaram passar o fillme. Eu pedi que passasse de novo. Eu fui embora. Não consegui ouvir a opinião dos que defendem o projeto por causa dos professores que se acham os donos da verdade e impediam a opinião dos que são a favor do projeto. Do meu gabinete, vi pela janela o vereador Teo Senna sendo cercado por cerca de 20 militantes com camisa de CUT e da APLB. Uma quadrilha, certamente, e os que ali estavam são uma quadrilha de marginais, cercando o vereador e também fui cercado pelos mesmos 20 quadrilheiros marginais que também me agrediu verbalmente e me empurrou”, relata.
Na oportunidade, Trindade exigiu providências ao presidente da CMS, vereador Leo Prates (DEM). “Gostaria que o senhor, presidente, tomasse as providências legais e criminais contra a quadrilha que nos insultou e nos agrediu. É fácil acha-los porque estavam com amigos e que essas pessoas, esses marginais não venham para essa Casa impedir o debate”, pede Trindade.
Em relação ao mesmo ocorrido, o vereador Téo Senna (PHS), agradeceu a solidariedade do vereador Maurício Trindade e repudiou a ação dos manifestantes que atentaram contra ele. “Uma quadrilha na rua me cercou. Me cercou mais um bando que gritava Fora Temer, fascista, golpista e ao entrar para ver a Casa aberta para discussão de um tema tão importante como o Escola sem Partido. Tenho estudado o projeto Escola sem Partido, assim como eu tenho estudado o projeto da vereador Marta Rodrigues, o Escola Livre. Tenho tentado entender o processo para caminhar, mas o que vi nessa Casa foi a total falta de educação da APLB e das pessoas que trouxeram. Não deixavam ninguem falar e colocar as coisas. Só podia falar se posicionando de forma raivosa, odiosa, da mesma forma que atentaram contra a minha integridade. Eu fico me perguntando aonde estava esse bando da CUT nesses 11 anos? Aonde estava quando o Brasil chegou a recessão? Aonde estava com o mensalão? Aonde estava com todo roubo que fechou nossa terra? Esse roubo e essas quadrilhas atingem a cada um de nós independente de governo e de oposição, atingem os partidos. É um momento de reflexão, independente da forma odiosa e raivosa, porque é dessa forma que eles querem eleição direta vindo contra a Constituição. Eles querem isso agora para a volta do chefe da quadrilha, seo Luíz Inácio Lula da Silva. Ele que organizou e comandou tudo. Ainda querem eleição direta pra isso. Esses mesmos que estão ai fora pedindo, que fizeram o que fizeram em Brasília daquela forma, que foi uma falta de respeito a todos. Cabe a nós vereadores refletirmos o momento político que estamos vivendo”, desabafa Senna.
Credito: Mathias Jaimes/Tv Servidor
“Esqueceram tudo. Esqueceram os 12 milhões de desempregados que deixaram ai. Parece que não existiu nada. Parece que Pasadena não aconteceu. Parece que não houve nada. Parece que não pegaram a Petrobras e acabaram da forma como foi. Parece que não fizeram nada. Eles falam da forma como se não houvesse nada. Eles que votaram em duas eleições de um governo que durou 12 anos e agem dessa forma pior possível, ofendendo, discutindo, massacrando e querendo brigar. É o momento político que nós estamos vivendo. Onde é que nos vamos chegar?”, dispara Senna.
Após o desabafo de Senna, a vereadora Marta Rodrigues (PT) solicitou a retirada da ata da sessão o termo “chefe de quadrilha” ao se referir ao ex-presidente Lula. “Ele acabou fazendo um discurso vomitando a raiva. Não temos ódio ou raiva, temos um lado”, disse Marta.
A presença do deputado Eduardo Bolsonaro na CMS gerou todo o tumulto, o que fez o parlamentar permanecer por pouco tempo nas dependencias do Legislativo. Depois de algum tempo de espera, o deputado saiu pela porta lateral, entrou em um carro da prefeitura e saiu após a dispersão dos manifestantes.
Rafael Santana
Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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