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O PCC virou um problema internacional. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a facção já atua em pelo menos 28 países, infiltrando-se até em presídios estrangeiros para recrutar e expandir seus negócios com tráfico, lavagem de dinheiro e envio de armas. Em alguns desses países, membros do grupo têm buscado residência fixa e implantado estruturas parecidas com as que criaram no Brasil.
“O maior perigo do PCC é a sua origem prisional”, alerta o promotor Lincoln Gakiya.
O grupo aprendeu com a máfia italiana a movimentar drogas e dinheiro sem levantar suspeitas formais.
A delação de Vincenzo Pasquino, um dos chefes da máfia calabresa ‘Ndrangheta, revelou os bastidores da aliança entre a organização italiana e o PCC. Segundo o procurador italiano Giovanni Bombardieri, os criminosos buscavam “novos portos de saída para as drogas da América do Sul” e encontraram no Brasil uma rota eficiente, usando especialmente o porto de Santos, que concentra mais da metade da cocaína apreendida no país.
Um acordo inédito entre Brasil e Itália deve formalizar equipes conjuntas para investigar essa rede criminosa que une facções brasileiras e máfias europeias.
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